domingo, 21 de dezembro de 2008

RITUAL DE SEPARAÇÃO

A separação é uma das vivências mais difíceis de elaboração. Se nós pudéssemos, pularíamos esta fase. Mas não dá. De alguma forma ela deverá ser elaborada para que possamos fechar esta janela e abrir futuramente outra.
Você conhece um poema do Carlos Drumond de Andrade que diz:
"o primeiro amor passou,
o segundo amor passou,
o terceiro amor passou,
mas o coração continua."
Hoje, ouvir isto depois de uma ruptura amorosa, parece incompreensível. Depois de um tempo você confirmará a sabedoria do poeta. Sua capacidade de amar pertence a você e não ao objeto do seu amor. E esta capacidade não se perde e não sofre desgastes pelo tempo. Esta descoberta é maravilhosa. Os budistas falam que precisa mudar a paisagem. Isto é também muito sábio. É preciso começar, primeiramente, a se encantar com o mundo ao seu redor, redescobri-lo com o mesmo impulso da criança que você ainda guarda aí dentro.
Para dar uma ajudinha no processo, que tal a gente usar um atalho? Que tal a gente simbolizar um pouco?
-Lá vem você com as suas bruxarias...
- E se ajudar, que mal há?
Vamos começar?
Prepare seu cantinho: vela, incenso, fósforos, papel, fita ou barbante e água. Não esqueça do vaso alquímico. Volte nos tópicos anteriores, quando falamos da importância do vaso alquímico. Ele é o continente de seus processos de crescimento.
Pegue dois palitos de fósforo e amarre-os entre si. Um dos palitos será você, o outro representa a pessoa de quem você quer a separação. Sinalize quem é você e quem é o outro. A amarração pode ser feita com fita ou barbante. A vela já deve estar acesa, o incenso também e a luz apagada.
Diga então que você deseja se separar daquela pessoa. Mentalize isto. Coloque o vaso alquímico em uma posição que possa receber cinzas do barbante queimado. Este barbante ou a fita representa o vínculo entre vocês que já não os deixa felizes.
Coloque o centro do barbante que os une na chama da vela para que queime, mas não deixe que queime o barbante muito próximo aos palitos.
Deixe o palito que a representa dentro do vaso alquímico que deverá receber um pouco de água, coberto com o plástico e colocado, por exemplo, na sua janela. O palito que representa o outro com quem você deseja romper, amarre-o em algum lugar, por exemplo, pode ser um galho de árvore. Ele tem que ficar do lado de fora da sua casa, por exemplo, pendurado para fora de uma janela. Assim, ao amarrá-lo fora de sua casa (pode mesmo ser num abusto de praça ou rua) você mentalizará que deseja que o vento o leve para longe de você, para que ele possa ser livre, possa crescer, encontrar outra pessoa e ser feliz.
Deixe assim o palito dele e não o procure mais (o palito).
O seu palito deverá ficar naquela água no lugar que você escolheu deixar, por dois dias. No terceiro dia, siga o ritual descrito neste blog: Alquimia simbólica.
Não esqueça, estamos mexendo com símbolos. Uma parte dele se tornou concreta pelo ritual. A outra parte não conseguiremos acessar, mas o inconsciente entenderá seu recado e processará o seu pedido.
BOA SORTE!!! E QUE A VIDA TRAGA A PESSOA CERTA, E QUE VOCÊ SEJA MUITO FELIZ!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

RITUAIS PARA FESTAS DE FIM DE ANO

O principal é termos uma atitude de delicadeza com as pessoas que nos cercam.
Para o último dia, faça um relatório com as boas lembranças de 2008, uma lista dos acontecimentos que te entristeceram e uma lista de desejos para 2009.
Com a vela acesa, enrole cada lista e queime na chama da vela. Peça para que as tristezas sejam esquecidas, que as mágoas sejam perdoadas, que as coisas boas sejam guardadas na sua memória e que seus desejos para 2009 se realizem, desde que estejam dentro de grande plano de Deus para você.
Desejo um lindo natal e que 2009 seja um ano que você não queira nunca esquecer de tão feliz que será para você.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

MITOLOGIA: HEFESTO (O DEUS ARTISTA)

HEFESTO:
O deus da forja,O deus dos nós

Hefesto é um deus que nasceu feio e coxo. No Olimpo ele se dava mal, porque lá o que valia era poder, heroismo e beleza. Era filho de Hera e Zeus, mas foi rejeitado e chutado para fora do Olimpo, por ser aleijado. Os outros deuses zombavam dele por ser manco.Passou sua infância no oceano, onde foi parar quando atirado para fora do Olimpo pelos pais. Lá, foi criado pelas ninfas. Foi, portanto, criado por mulheres. Seu pai Zeus foi um pai ausente.
Desenvolveu enorme habilidade artística e tornou-se o deus da forja. Era um verdadeiro artista. Quando cresceu, vivia a maior parte do tempo trabalhando debaixo do vulcão Étna, talvez por isso, tenha sido chamado pelos romanos de Vulcano.Foi o único deus que trabalhou e suas obras eram reconhecidas por todos. Ali fabricou os raios de Zeus, o tridente de Poseidon, a couraça de Héracles, as flechas e a carruagem alada de Apolo e a belíssima Pandora. Certa vez, magoado com a mãe Hera que o rejeitou, amarrou-a ao trono e só Dioniso conseguiu convencê-lo de libertar sua mãe. Por libertar sua mãe, seu pai Zeus concedeu-lhe a mão de Afrodite em casamento. Ela, a mais bela das imortais, botou um par de chifres no coitado.
Então, como é que foi essa história do chifre que Afrodite colocou no marido, Hefesto?
Seguinte: Hefesto começou a desconfiar que a esposa Afrodite andava traindo e fez uma armadilha para os amantes. Afrodite tinha um caso com Ares, o deus da Guerra, cara super boa pinta. Hefesto teceu uma fina rede de metal e na hora que os dois amantes estavam na cama, Hefesto jogou a rede sobre os dois e chamou todos os deuses do Olimpo para olharem os amantes presos em sua rede. Sabe o que aconteceu? Os deuses debocharam foi do pobre do Hefesto, o chifrudo.Mas o Hefesto é um grande artista. Simboliza a transformação da matéria bruta em obra-prima. Se por fora Hefesto é feio, tem, no entanto, uma grande beleza interior, apesar de rancoroso. Ele tranforma suas emoções em obra de arte.
Por que nós estamos falando em Hefesto?Porque no nosso último trabalho, aquele da alquimia, nós criamos alguma coisa, lembram? Nós chamamos a este processo de SUBLIMAÇÃO. Nós transformamos matéria bruta (argila), carregada com nossa energia, ainda em estado bruto, em alguma coisa. Nós criamos alguma coisa que é uma expressão somente nossa, é nossa arte. Nós transformamos matéria em arte.
Você não gostou do seu trabalho? Achou que o que fez não é arte?
Não se preocupe. Com o tempo você verá que é expressão de seus conteúdos interiores, único e poderá exibir, se quizer em sua casa e se orgulhar do que fez.
Depois, se você gostar, poderá tentar trabalhar com outros materiais. O Hefesto, por exemplo, era fera trabalhando principalmente com metais. Mas não esqueça que para fazer a belíssima Pandora, ele usou argila.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

DECIFRANDO SÍMBOLOS

A linguagem do inconsciente se expressa muito através de símbolos. Os símbolos são compostos por dois pólos: um no consciente, outro no inconsciente. Quando usamos representações, teatralizações, conseguimos muitas vezes acessar símbolos, embora não possamos verbalizar muitas vezes o processo. Cada vez que entramos em contato através de um mundo não verbal e contatamos um símbolo, uma quantidade de energia contida nele se liberta e vai, ao longo da vida, propiciando saltos qualitativos na vida da gente. O homem ocidental há muito rompeu com os ritos que o colocava em contacto direto com os símbolos, sendo isto responsável por um desequilíbrio em nossa civilização, representado por violência contra a natureza e contra o próprio homem.
O VASO ALQUÍMICO: é o receptáculo, o continente dentro de cada um de nós que receberá os conteúdos da vida a serem elaborados. O que acontece com o jovem? O vaso dele tem perfurações, ele não consegue conter seus conteúdos e eles vasam. O que isto significa? Por exemplo: você está de olho num menino, já sai contando para todo mundo e aí estraga tudo. Por quê? Você não tem a capacidade de guardar seus segredos para que eles possam ser trabalhados, desenvolvidos, elaborados. O segredo amadurece e protege você. No fundo é o símbolo do Santo Graal. É o cálice que recebe e possibilitará as reações alquímicas para transformação do vinho em sangue.Para não ficar muito pesado, continuaremos com este papo sobre os símbolos em outro momento.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

ALQUIMIA SIMBÓLICA

O QUE É QUE EU FAÇO COM AS CINZAS?
Estas resultantes das queimas rituais são muito importantes. Podemos jogá-las fora, mas elas fazem parte de um processo de transformação que vamos chamar de:
ALQUIMIA SIMBÓLICA.

A COMBUSTÃO é a primeira etapa do nosso processo de simbolização. Coloque as cinzas no seu vaso alquímico e adicione água até que cubra toda a cinza. Esta será a segunda parte de nossa simbolização: DILUIÇÃO. Coloque o vaso alquímico num lugar seguro e aberto (pode ser em uma janela, por exemplo) onde ninguém mexa, durante 3 dias e 3 noites.
Em uma papelaria, compre argila. Amasse por 20 minutos a argila e guarde-a enrolada em um plástico durante uma noite, próxima do vaso alquímico, no terceiro dia.
Passado este tempo, pegue o vaso alquímico com as cinzas diluídas e adicione a argila. Após incorporar a água na argila, amasse com os dedos. Este contato da argila com a mão é muito importante. Amasse a argila e inicie um trabalho de limpeza desta argila, retirando qualquer grão que você tocar. Esta fase é muito importante. É um processo físico de separação. No mito de Eros e Psique, Psique foi obrigada por sua sogra, Afrodite, a separar uma grande quantidade de joio misturado ao trigo. Representa o desenvolvimento da capacidade de selecionar, de separar, de deixar de lado a promiscuidade. Enquanto você amassa a argila, converse com ela. Conte para ela tudo que te angustia. Fale com ela. Os medos, as raivas, os amores...Enfim, tudo que te vier à cabeça, até que você se esvazie e se abandone e relaxe. Ela vai te ouvir, dividir, receber. Todo este processo deve acontecer dentro de seu vaso alquímico. Depois explico o significado do vaso alquímico. Enrole o vaso alquímico contendo esta argila em um pano úmido e envolva tudo em um plástico e coloque-o no lugar onde ele esteve estes dias.
No outro dia, pegue seu material e repita o processo. Amasse, limpe a argila e converse com ela novamente, dando a ela uma forma final. Não importa a forma que assumirá. Ela é sua e se você quiser poderá mostrar aos outros ou não, mas só depois que nossa magia estiver finalizada. Não importa a forma que você conseguir, foi fruto de sua energia. Esta etapa pode ser chamada de SUBLIMAÇÃO.
Na verdade, não há aqui nenhuma ligação com os trabalhos de alquimia. O que nos interessa é que com estas simbolizações, conseguimos atingir partes de nós mesmas que não conseguimos através do pensamento tradicional.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

INVEJA

INVEJA?
-Inveja quem? Eu? Nunca!!!
-Fala sério, guria! Quem é que nunca teve inveja na vida?É que nos ensinaram que sentir inveja é feio. Aí nós jogamos o sentimento na sombra de tal jeito que parece que só os outros que sentem inveja.
-E se eu assumir que sinto inveja, o que é que acontece?
-Você vai se tornar uma pessoa mais interessante, no mínimo.Sabe o que é de fato a inveja?A gente sente inveja de alguém que a gente acha que tem uma qualidade que admiramos muito e que a gente não tem. Quer saber?Em primeiro lugar, tudo que você enxerga de qualidade no outro, com certeza é qualidade que você também tem.Olha os índios! Quando eles admiravam muito o inimigo, eles comiam o cara. É...é isto mesmo: ANTROPOFAGIA.Uma vez, aqui no Brasil, bem no início da história, numa expedição trouxeram um artista holandês para capturar imagens do Brasil e colocar na tela. Ainda não existia a tal de máquina fotográfica, né. Quando o tal do holandês viu que ia ser comido, abriu a boca a chorar. Os índios então libertaram o brancão, afinal, não passava de um cagão. Quem é que quer adquirir uma característica destas, quem é que quer energia de covarde?
AGORA... PARA A COZINHA DAS FEITICEIRAS:VAMOS SIMBOLIZAR? VAMOS...Todas as noites, durante 7 dias, acenda uma vela, pegue um copo com água, papel e caneta. No papel escreva, do lado esquerdo, sete qualidades da sua amiga que nós invejamos. Serão qualidades que desejamos adquirir ou fortalecer em nós.Pegue um recipiente que daqui para frente chamaremos de vaso alquímico e queime este papel. Você deverá enrolar o papel. Enquanto isto, você falará NAMASTÊ...as qualidades dela agora estarão também em você, quando tomar toda a água do copo. Entendeu? O processo de queima (combustão) do papel, simbolizando o fogo transformador, transferirá tais características para a água do copo. Ao tomá-la, você estará tomando energia da sua "invejada amiga" sem com isto fazer nenhum mal para NINGUÉM!!!!
-E o que é que eu faço com as cinzas?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

PROTEÇÃO
AQUELA TUA AMIGONA, QUERENDO FURAR TEU OLHO, NÉ?
E aquela tua amiga, hein? Tentando roubar o teu namorado? Baixando a tua auto-estima?
Fala sério... amiga da onça!
O tal de ser humano não é fácil, guria!
Andam te dando um tapetão???
Tem como fazer algo que vai te fortalecer. Primeiramente, procure no dicionário o significado da palavra mandala, se não souber do que se trata. Depois, faça uma mandala de proteção para você. Mantenha esta mandala ou nas tuas coisas da escola, ou no teu quarto. Ponha o que te vier na cabeça. Vale desde espelhos, contas, missangas, etc.. Não duvide querida. Experimente! Depois, é só observar as mudanças e lembre, nosso cérebro é como um computador: programe e verá. Novamente: isto é religião? NÃAAAAAAAAOOOOO! Isto é SIMBOLIZAÇÃO. Precisa acreditar? NÃO. Faça e observe você mesma.