Conta a lenda que dormia
Uma princesa encantada
A quem só despertaria
Um infante que viria
De Além do muro da estrada.
..........
A princesa Adormecida,
Se espera,dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida.
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
...........
Mas cada um cumpre o Destino-
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
..........
E, inda tonto do que houvera,
À cabeça em maresia,
Ergue a mão, e encontra a hera,
E vê que ele mesmo era,
A Princesa que dormia.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
EROS E PSIQUÊ - continuação
Então, a nossa heroína, Psiquê tentou se matar, mas as águas do rio ficaram encantadas com a beleza da jovem e jogaram a mocinha de volta à terra. Por perto estava Pã, que a consolou e disse que não desistisse de seu amor. Ela então passa a procurar Eros em toda parte e foi parar no Palácio de Afrodite.
Afrodite descobre que no rochedo, Psiquê não fora entregue ao monstro como ordenou, mas o que é pior, tornara-se amante de seu filho. Ela fica irada! Rasga as roupas da pobre moça e a espanca. Ninguém merece uma sogra dessas!
Pra completar, deu um monte de tarefas dificílimas para a coitadinha.
Na primeira tarefa, a coitada teria que separar um monte enorme de sementes em uma noite. Psiquê, de tanto chorar de desespero, adormeceu. As formigas, com pena dela, fizeram a tarefa.
Afrodite ficou decepcionada. Arranjou outra tarefa mais difícil.
Segunda tarefa: Psiquê teria que apanhar lã dourada de carneiros ferozes. Eles davam violentas chifradas e suas mordidas eram venenosas. Novamente a pobre moça se desespera e quer se atirar num rio próximo. Um caniço, à beira do rio, aconselha Psiquê a não pegar a lã com sol a pino. Esperasse o entardecer, quando os carneiros ficariam mais mansos e descansariam sob as árvores e ela poderia pegar os flocos de lã presas nas ramagens. E foi o que ela fez.
A sogrinha inventou outra tarefa mais difícil ainda:
Terceira tarefa: mandou a pobrezita escalar um rochedo íngreme e lá de cima, pegar água de uma fonte que alimentava os rios infernais: o Cocito e o Estige. Deu para Psiquê um vaso de cristal onde a água deveria ser colocada e entregue nas mãos de Afrodite. Dois perigosos dragões cuidavam da fonte. Imagina o desespero da Psiquê. Ela queria de novo se matar, mas Zeus em pessoa resolveu ajudá-la, disfarçado de águia. Zeus/águia pegou o vaso, encheu com a água pedida e trouxe para Psiquê.
Mas aí a deusa Afrodite resolveu abusar:
Quarta tarefa: a mais difícil de todas. Psiquê deveria descer ao mundo subterrâneo. Lá encontraria Perséfone e pediria a ela, em nome de Afrodite, o seu creme de beleza imortal . Não poderia olhar o creme, ou tomá-lo para si. Mas pedir uma coisa dessas a uma pobre mortal! Aí também é de lascar. Ela achou uma torre e queria se matar. Vocês não vão acreditar: a torre conversou com Psiquê. O que ela disse?
- Leve um pedaço de bolo de cevada e mel em cada mão para dar o para o Cão Cérbero, guardião do umbral do mundo subterrâneo. Duas moedas para o balseiro Caronte para pagar ida e volta e não dê atenção a ninguém, mesmo que te peçam ajuda.
Psiquê encontra um homem manco com um burro também manco, carregando lenha e o cara pede ajuda e ela não deu bola. Encontra Perséfone que lhe dá o tal de creme. Na volta, um velho sai da água e lhe pede ajuda. Ignorou o velho. Até aqui tudo bem, mas que mulher não abriria o pote de creme? Fala sério! Foi aí que a moça se deu mal. Quando abriu a caixa ou pote de creme, entrou num sono profundo dos mortos. Eros fica sensibilizado com a luta da amada por ele. Desce ao mundo dos mortais e atinge Psiquê com uma de suas flechas. Psiquê desperta e Eros a transporta para o Olimpo. Eros consegue a pemissão de Afrodite para casar com Psiquê que é transformada em imortal. Sua filha com Eros recebe o nome de Volúpia.
THE END
Esta é a versão de Apuleio do Mito Eros e Psiquê.
O que é que este mito significa? Aguarde...
domingo, 1 de fevereiro de 2009
MITOLOGIA: PSIIQUÊ
A QUE LUTOU POR SEU AMOR
Psique quer dizer ALMA. Este mito simboliza a mulher que coloca o relacionamento amoroso acima de tudo, assumindo todos os riscos e consegue o que quer. É um dos poucos mitos que tem final feliz. Por sinal, trata-se de um dos mais belos mitos gregos.
Psiquê era filha de um rei, dotada de imensa beleza. Toda esta beleza fez com os mortais a adorasse como se fosse uma deusa e os altares da deusa Afrodite, a deusa da beleza, estavam ficando vazios, por causa da mortal, Psiquê. Como a filha não conseguia, apesar de toda a beleza, casar-se, seus pais consultaram o oráculo que ordenou que Psiquê fosse exposta em um rochedo. Afrodite então, enviou seu filho Eros, para cumprir a vingança da mãe. Eros deveria vigiar a mortal no rochedo. Acidentalmente, Eros fere-se com uma de suas próprias flechas e fica loucamente apaixonado por Psiquê. O mito aqui relatado é uma das versões. Eros ordena ao vento Zéfiro que transporte Psiquê para seu palácio e lá eles passam a viver como se fossem casados e felizes.
Há uma interdição: ela não poderá ver o marido.
Eros vive durante o dia no Olimpo, próximo aos outros deuses, à noite, foge para o palácio, para sua amada. Psiquê, no palácio é atendida em todos os seus desejos por vozes. Um dia, engravida.
Mas as irmãs de Psiquê, muito invejosas, procuram-na e descobrem que vive com um homem em um palácio. Inicialmente, Psiquê tenta esconder sua história, mas não resiste e conta que vive com alguém a quem não poderá ver o rosto. As maldosas irmãs convencem Psiquê de que não poderia viver com um homem a quem não conhecia. Poderia ser um monstro. Deveria então, com uma lamparina na mão e uma faca na outra, matar o marido, que não passaria de uma serpente monstruosa. À noite, com uma lamparina, aproxima-se do amante e fica em êxtase diante de tanta beleza imortal. Fere-se, acidentalmente, com uma das flechas de Eros e por ele fica loucamente apaixonada. Um pouco do óleo fervente da lamparina cai sobre o ombro de Eros, queimando-o. O deus, enfurecido, voa para o Olimpo com a intenção de nunca mais voltar.
Desesperada, Psiquê tenta se lançar às águas caudalosas de um rio próximo. Mas as águas do rio, encantadas com a beleza de Psiquê, jogam-na de volta à terra.
A história continua...
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